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CPOS inicia transferência do seu acervo para o APESP

A Companhia Paulista de Obras e Serviços - CPOS iniciou, na última sexta-feira, 21 de dezembro, a transferência do primeiro lote de recolhimento do acervo de textos, mapas e plantas para o Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP). Ao todo são onze caixas de projetos técnicos e 94 tubos de plantas. 

Com um acervo de cerca de mais de 110 mil plantas, o arquivo do CPOS mantém a documentação, por exemplo, da Estação e do Instituto Agronômicos de Campinas, de 1894 e 1895, respectivamente. As plantas têm todas as informações escritas em letras góticas, além disso, são desenhadas no linho, que tem textura muito diferente do papel vegetal, ainda utilizado nos dias de hoje.

Neste primeiro lote transferido o processo mais antigo é o da construção e conservação do edifício do 3º Grupo Escolar de Campinas, com data de 1909. O mais recente tem data de 1984, de reformas das salas de aula do Conservatório Dramático Dr. Carlos de Campos, em Tatuí.

"Preservar a memória institucional é manter a instituição viva e uma forma de fortalecer suas bases. Para que essa memória seja preservada, é preciso conservar fotos, documentos, objetos e organizar os registros dos fatos. O nosso acervo é muito bem preservado e organizado, mesmo assim eu creio que chegou o momento de manter mais seguro ainda e, por isso, tomamos esta iniciativa de enviar para o Arquivo Público do Estado de São Paulo", relatou o diretor-presidente da CPOS, Alexandre Artur Perroni.

Os demais lotes devem ser transferidos ao Arquivo assim que a documentação passar pelo tratamento técnico envolvendo avaliação, descrição, higienização e acondicionamento de cada lote. 

Fazem parte do acervo cerca de 15 mil tubos com aproximadamente 120 mil plantas e mapas, além de milhares de caixas com documentos textuais. Segundo Benedito Vanelli do Carmo Neto, diretor técnico do Núcleo de Monitoria e Fiscalização do Sistema de Arquivos do Estado de São Paulo (SAESP), "esta é uma documentação de grande valor para pesquisa, porque trata de uma atividade de um período em que o governo realizava diretamente a elaboração de projetos e a execução das obras públicas, sem a contratação de empresas", informa. O recolhimento para o APESP também garante a preservação e o acesso público a este acervo.

A Companhia Paulista de Obras e Serviços foi criada em 1991 e é uma das mais jovens do Estado, com 27 anos de existência. Como explicar, então, um arquivo tão antigo. A resposta é simples: o arquivo foi ‘herdado’ do extinto Departamento de Obras Públicas (DOP), que guardou plantas e projetos produzidos durante os 140 anos de sua existência.

O recolhimento seguiu as normas do Decreto nº 48.897/2004 e os procedimentos técnicos da Instrução Normativa APE/SAESP nº 2/2010. 

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